Cada criança encontra seu próprio caminho para brincar
No pátio da escola, algumas crianças rapidamente procuram os colegas, inventam brincadeiras e começam a conversar. Outras preferem observar. Algumas querem participar, mas não sabem como se aproximar. Outras podem brincar ao lado dos colegas sem necessariamente compartilhar a mesma brincadeira.
Na Educação Infantil, todas essas situações podem fazer parte do desenvolvimento. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a interação social pode acontecer de maneiras diferentes.
Em vez de apenas dizer “Vá brincar com seus amigos!”, podemos criar oportunidades mais claras, previsíveis e acolhedoras.
Brincar junto também é aprendizagem
Durante uma brincadeira, a criança pode experimentar habilidades importantes:
- Observar outra pessoa
- Esperar
- Compartilhar materiais
- Fazer escolhas
- Comunicar desejos
- Pedir ajuda
- Compreender minha vez e sua vez
- Iniciar e encerrar uma atividade
- Lidar com pequenas mudanças
O objetivo não deve ser forçar um comportamento social considerado “ideal”, mas ampliar oportunidades de comunicação, participação e vínculo.
Seis propostas simples e acolhedoras
Não exija imediatamente uma brincadeira longa em grupo
Depois, amplie gradualmente a experiência quando isso fizer sentido para a criança.
Acrescente apenas um elemento social
Se a criança gosta de blocos, primeiro ela brinca com os blocos. Depois, um colega se aproxima, cada um coloca uma peça e os dois terminam uma pequena construção juntos.
Não precisamos mudar toda a brincadeira de uma vez.
Pratique turnos também em casa
Diga “Agora eu”, faça sua ação e depois diga “Agora você”. Espere. Quando a criança participar, reconheça a comunicação: “Você me mostrou que era sua vez!”
Mais importante do que fazer tudo “corretamente” é tornar a interação segura e significativa.
Observe uma brincadeira compartilhada
- Prefere observar antes de participar?
- Consegue permanecer perto de outra criança?
- Aceita compartilhar espaço ou materiais?
- Espera por pequenos períodos?
- Usa gestos, palavras, figuras ou outras formas de comunicação?
- Qual brincadeira despertou maior interesse?
Registre os pequenos avanços.
Como o quadro pode ajudar
A criança pode consultar visualmente o que acontecerá, escolher uma brincadeira e comunicar se quer observar, pedir ajuda, fazer uma pausa ou encerrar. O recurso organiza a experiência sem transformar a brincadeira em obrigação.
Brincar também é uma forma de comunicar, aproximar e aprender sobre o outro.
Quando respeitamos diferentes maneiras de participar, criamos oportunidades para que a criança desenvolva habilidades sociais sem perder sua individualidade.
No 365 Dias Pais e Filhos, você encontrará outras propostas práticas para fortalecer vínculos, comunicação e desenvolvimento no cotidiano familiar.
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“Toda interação começa com uma oportunidade: às vezes com uma palavra, às vezes com um gesto e, muitas vezes, simplesmente brincando juntos.”
E-book 365 Dias Pais e Filhos
Reflexões e atividades diárias para fortalecer os vínculos familiares.

